Jornal Correio
Uma erosão ao longo do córrego Liso, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona norte de Uberlândia, tem sido motivo de preocupação para os moradores do entorno. O problema foi constatado há 13 anos, mas há três se agravou. Atualmente, cada período chuvoso faz aumentar ainda mais a voçoroca, uma vez que a descarga da água pluvial no local é o principal motivo para o crescimento da erosão.
Segundo o ex-presidente da associação de moradores do bairro, Abadio Duarte da Silva, a buraco formado pela erosão na Área de Preservação Permanente (APP) chega a medir 80 metros de comprimento e 15 de profundidade. Para Abadio, o problema só será contido com a construção de um muro de arrimo e a instalação de uma rede pluvial.
A dona de casa Maria Suiene da Cunha teme que a erosão alcance a avenida Bento Gonçalves. “Faltam cerca de três metros para o buraco chegar ao asfalto. As casas do outro lado contrário da rua podem ficar comprometidas”, disse.
Por causa do problema, um coqueiro buriti, ameaçado de extinção na região do Triângulo, tombou e outro ameaça cair.
De acordo com a secretária municipal de Meio Ambiente, Raquel Mendes, o problema já foi diagnosticado por técnicos da prefeitura. “A próxima etapa será encontrar alternativas para solucionar o caso, bem como traçar uma planilha de custos. Não é possível determinar um prazo para o início das intervenções”, afirmou.
Na rua Clara Camarão, no bairro Nossa Senhora das Graças, uma erosão que começou há 15 anos está sendo controlada com a colocação de restos de construção no local. A moradora Lazia Olina Duarte conta que há cinco anos teve que demolir a casa dela, uma vez que as rachaduras provocadas pela erosão comprometeram a estrutura do imóvel. “Estávamos com medo de um desabamento e por isso, com a ajuda dos meus filhos, construímos outra casa no lugar”, disse.
Outra moradora que não quis ter o nome revelado disse que o problema também causou várias rachaduras nas paredes da casa dela. “Depois que o local começou a receber o entulho, o problema foi amenizado, mas as rachaduras permanecem até hoje porque não tive dinheiro para mandar arrumar”, afirmou.
A medida para conter a erosão não oferece riscos ao meio ambiente e é usada de forma controlada. Desde 2007 foram despejados no local mais de 32 mil metros quadrados de entulhos, o equivalente a 2,9 mil caminhões.
Mostrando postagens com marcador córrego Liso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador córrego Liso. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Promotor pede recuperação de córregos
Jornal Correio - Lucas Barbosa
O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou na Justiça com mais três ações civis públicas contra a Prefeitura de Uberlândia por supostos danos causados ao meio ambiente.
Nos processos, protocolados em abril, o promotor de Meio Ambiente Wesley Leite Vaz pede que o município seja condenado a fazer a recuperação imediata das margens dos córregos Lagoinha, Mogi e Boa Vista.
Em janeiro deste ano, o promotor de Meio Ambiente Fábio Guedes de Paula Machado já havia protocolado outras seis ações do mesmo tipo, referente aos córregos do Óleo, Liso, Buritizinho, Carvão, Congonhal e Bons Olhos.
O MPE pretende entrar com uma ação para cada córrego existente na cidade onde há a degradação do meio ambiente.
Nas ações, o MPE estabelece um prazo máximo de 120 dias para que a prefeitura faça a limpeza das margens dos córregos degradados. A limpeza inclui também a remoção de todas as edificações erguidas nas áreas de preservação permanente (APPs).
Caso a medida imposta seja descumprida, o promotor pede a imposição de uma multa diária no valor de R$ 10 mil, além do pagamento de R$ 500 mil por danos morais.
As ações foram propostas com base em um relatório técnico elaborado pelas secretarias de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente e Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Por meio do levantamento ficou constatado que parte das margens dos córregos está degradada em virtude do acúmulo de lixo doméstico, como plásticos, papéis, garrafas PETs, entulhos da construção civil e animais mortos.
Também ficou constatado que no curso dos córregos há acúmulo de dejetos de esgoto, possivelmente oriundos de ligações clandestinas, além de vestígios de queimadas e depósito de entulhos de construções.
Responsabilidade
Nas ações, o promotor de Meio Ambiente Wesley Leite Vaz atribui à prefeitura a responsabilidade pelos danos ambientais nas margens dos córregos, pois considera que cabe à administração municipal preservar, conservar, defender e recuperar o meio ambiente no âmbito do município.
Ele também considera que cabe às secretarias de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente fiscalizar, identificar e punir os responsáveis pela degradação, conforme está previsto na Lei Orgânica do Município.
A secretária de Meio Ambiente do Município, Raquel Mendes, disse ontem que vai conhecer o teor da ação para depois explicar qual ação a prefeitura vai tomar.
“Cada trecho de córrego é uma situação, há casos de loteamentos antigos, há trechos recuperados, a Prefeitura tem trabalhado na recuperação de todos os córregos da cidade, por isso preciso tomar conhecimento dessas ações para saber como agir”, disse.
O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou na Justiça com mais três ações civis públicas contra a Prefeitura de Uberlândia por supostos danos causados ao meio ambiente.
Nos processos, protocolados em abril, o promotor de Meio Ambiente Wesley Leite Vaz pede que o município seja condenado a fazer a recuperação imediata das margens dos córregos Lagoinha, Mogi e Boa Vista.
Em janeiro deste ano, o promotor de Meio Ambiente Fábio Guedes de Paula Machado já havia protocolado outras seis ações do mesmo tipo, referente aos córregos do Óleo, Liso, Buritizinho, Carvão, Congonhal e Bons Olhos.
O MPE pretende entrar com uma ação para cada córrego existente na cidade onde há a degradação do meio ambiente.
Nas ações, o MPE estabelece um prazo máximo de 120 dias para que a prefeitura faça a limpeza das margens dos córregos degradados. A limpeza inclui também a remoção de todas as edificações erguidas nas áreas de preservação permanente (APPs).
Caso a medida imposta seja descumprida, o promotor pede a imposição de uma multa diária no valor de R$ 10 mil, além do pagamento de R$ 500 mil por danos morais.
As ações foram propostas com base em um relatório técnico elaborado pelas secretarias de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente e Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Por meio do levantamento ficou constatado que parte das margens dos córregos está degradada em virtude do acúmulo de lixo doméstico, como plásticos, papéis, garrafas PETs, entulhos da construção civil e animais mortos.
Também ficou constatado que no curso dos córregos há acúmulo de dejetos de esgoto, possivelmente oriundos de ligações clandestinas, além de vestígios de queimadas e depósito de entulhos de construções.
Responsabilidade
Nas ações, o promotor de Meio Ambiente Wesley Leite Vaz atribui à prefeitura a responsabilidade pelos danos ambientais nas margens dos córregos, pois considera que cabe à administração municipal preservar, conservar, defender e recuperar o meio ambiente no âmbito do município.
Ele também considera que cabe às secretarias de Planejamento Urbano e de Meio Ambiente fiscalizar, identificar e punir os responsáveis pela degradação, conforme está previsto na Lei Orgânica do Município.
A secretária de Meio Ambiente do Município, Raquel Mendes, disse ontem que vai conhecer o teor da ação para depois explicar qual ação a prefeitura vai tomar.
“Cada trecho de córrego é uma situação, há casos de loteamentos antigos, há trechos recuperados, a Prefeitura tem trabalhado na recuperação de todos os córregos da cidade, por isso preciso tomar conhecimento dessas ações para saber como agir”, disse.
Assinar:
Postagens (Atom)