Jornal Correio
O incêndio que atingiu o Parque do Pau Furado na tarde de terça-feira (3) destruiu uma área de aproximadamente 60 mil metros quadrados, o equivalente a 6 campos de futebol. Os prejuízos causados pelo fogo foram avaliados ontem pelos técnicos do Instituto Estadual de Florestas (IEF). De acordo com o gerente do Parque, Erick Almeida Silva, não há nenhuma perda irreversível. Segundo ele, apesar do empobrecimento do solo, será possível replantar as espécies vegetais destruídas, especialmente as Aroeiras e Angicos que ainda estavam em pequeno porte. “Mas até chegar ao estágio em que as árvores estavam levará no mínino de 8 a 10 anos”, disse.
Após a realização do rescaldo (resfriamento do solo para evitar que se iniciem outros focos de incêndio), os técnicos do IEF verificaram que não houve morte de aves e de animais como tamanduás ou tatus. Mesmo assim houve desequilíbrio ecológico, segundo Erick Almeida. “Perdemos elementos da fauna que ficam imperceptíveis. Insetos como formigas, aranhas, cupins, abelhas e maribondos. Isso provoca quebra na cadeia alimentar e o desequilíbrio é fato”, afirmou.
A suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso. Apesar de ser proibido o acesso ao Parque, muitas pessoas invadem a área, de acordo com o gerente. “Infelizmente, ainda temos muito desgaste com os infratores. Mas até julho ou agosto de 2011 já devemos ter liberação de espaços destinados ao lazer”, disse.
O Parque estadual do Pau Furado é a primeira unidade de conservação do Triângulo Mineiro. Hoje são desenvolvidos 14 projetos de pesquisa no local, que possui 2,2 mil hectares.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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