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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Entidades ambientalistas protestam e denunciam desmatamento para plantios de eucalipto e extração de argila no Triângulo Mineiro

http://www.sense8.com.br/clientes/amda/?string=interna-noticia&cod=5470

Entidades ambientalistas protestam e denunciam desmatamento para plantios de eucalipto e extração de argila no Triângulo Mineiro
Parecer da Semad encaminhado à Comissão Paritária da região autoriza destruição de campos naturais e hidromórficos
08 de Outubro de 2012
Na última reunião da Comissão Paritária (Copa) do Triângulo Mineiro, realizada em 14 de setembro, foram pautados processos de solicitação de desmatamento de 1.500 hectares (ha) de vegetação. Deste total, 1416 ha inserem-se em ambiente abertos (campos ou cerrados) e outra parte em formações de campos hidromórficos. 

A ONG Organização para Proteção Ambiental (OPA) que faz parte da Copa, por apelo da Associação para a gestão socioambiental do Triângulo Mineiro (Angá) e da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), solicitou vistas aos cinco processos da Fazenda Ouro Verde 1,2,3,4 e 5 que juntas somam área de 1.020 ha. Os proprietários pedem autorização para suprimir vegetação nativa em 575 ha e substituí-la por plantios de eucalipto. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), através da sub secretaria de regularização ambiental, informou que a maior parte da área está antropizada e outra parte seria de campos limpos, com baixo rendimento lenhoso.  

Gustavo Bernardino Malacco da Silva biólogo da Angá, discorda e diz as imagens de satélite mostram que a maior parte da área ainda é coberta por vegetação natural e que baixo rendimento lenhoso não é explicação para autorizar desmatamento. "Campos Naturais são formações bastante ameaçadas, apesar de sua importância ambiental, devido à especificidade que tem como habitat de diversas espécies da fauna. A agricultura é a maior ameaça. A área dessa propriedade é considerada prioritária para conservação da biodiversidade", informa. 

Malacco também ressalta a ausência de informações sobre a fauna e flora local. "No processo há uma descrição genérica, realizada por meio de entrevistas, de espécies principalmente carismáticas, inclusive algumas ameaçadas de extinção, como onça, veado-campeiro, entre outras", comenta ele. 

Para ele, não há outra saída senão de maior rigor e amplitude na avaliação dos projetos, posição que é endossada pela Amda. Em ofício conjunto, encaminhado à subsecretária Maria Cláudia Pinto, com cópia para o secretário de meio ambiente, Adriano Magalhães, as entidades expões sua posição. São frontalmente contrárias à substituição de vegetação nativa por culturas de qualquer espécie, com alguma exceção para agricultura familiar ou pequenos proprietários.  No ofício, as duas instituições questionam também a fragmentação do licenciamento do processo da Fazenda Ouro Verde. 

Para elas, a justificativa de autorização para desmate baseada no baixo rendimento lenhoso é extremamente preocupante porque pode refletir descaso com os campos naturais e reforçar ideia de que somente ambientes florestais devem ser preservados. "Campos naturais, considerados em conjunto com as florestas tropicais de baixada, são considerados hoje como os ambientes mais ameaçados no Brasil", desabafa  Malacco.  

A ausência de biólogo na análise dos processos foi destacada pelas entidades como fator de dúvida quanto à análise dos mesmos. "Vem de muito tempo nossos questionamentos quanto ao tratamento secundário dado à fauna nos processos. As autorizações dadas pelo Instituto Estadual de Floretas (IEF) para os chamados "projetos de manejo sustentável", de Cerrado e Mata Atlântica, só tinham levantamento das árvores que poderiam ser derrubadas e a Semad nunca concordou que era preciso estudar e propor medidas de proteção da fauna", conta Dalce Ricas, superintendente executiva da Amda.

Outro desabafo

Exploração de argila para cerâmica e fabricação de produtos refratários em campos hidromórficos foi a causa do pedido de vista dos outros processos. As áreas de intervenção são pequenas, como no caso da Cerâmica Montreal que pediu autorização para minerar 18 há. Porém seu somatório causa impactos ambientais de grande magnitude. Gustavo Malacco explica que esses ambientes têm enorme importância ambiental, inclusive para conservação de um grupo de aves, popularmente conhecidos como papa-capins ou cabloquinhos, do gênero Sporophila.

Para Dalce Ricas, a Semad deveria fazer o licenciamento global e não pontual da atividade e envolver todas as empresas ligadas ao ciclo de vida dos produtos fabricados com a argila. "Sabemos que as soluções podem não ser simples. Nem para um lado - simplesmente autorizar e nem para o outro - proibir. Mas uma realidade permeia isto: degradação da biodiversidade. No caso da exploração de argila, os interesses econômicos envolvidos devem ser suficientemente altos (cerâmicas e refratários) para que as indústrias consumidoras, que no caso completam parte do ciclo de vida do produto, sejam chamadas à responsabilidade, no sentido de diagnosticar, elaborar e implantar projeto de exploração que garanta minimização de impactos, proteção legal de áreas e outras medidas capazes de garantir alguma sustentabilidade. Aliás, todas elas são sujeitas a licenciamento e em nosso entender, faz parte do mesmo, considerar a origem de seus principais insumos", afirma. Ela considera que o licenciamento pontual foi e continua sendo insuficiente para prevenir e remediar danos ambientais. 

Contrariando frontalmente o propósito de proteção, anunciado pelo governo de Minas, as entidades verificaram em alguns processos, recomendação de desmatamento em municípios com menos de 5% de vegetação natural e em regiões prioritárias para conservação da biodiversidade. "Por tudo isto, entendemos que os analistas da Semad não deveriam justificar o deferimento somente por conta dos benefícios econômicos, mas também pela importância ecológica. Mecanismos como o Bolsa Verde ou de compensação de Reserva Legal deveriam ser utilizados afim de evitar as supressões, mas infelizmente não são nem destacados nos pareceres", desabafa Gustavo Malacco. 

Até a edição desta nota, a Semad não havia se pronunciado a respeito do assunto.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Reunião do COPAM em 13 de maio

Pauta da reunião do Copam Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em 13/05, em Uberlândia. Considero a pauta bem pesada dessa vez!

Destaques para:
1) a LP+LI para ampliação a Usina de Álcool e Açúcar Vale do Tijuco em Uberaba concedida Ad Referendum (empreendimento do mesmo grupo da Usina Uberlândia que foi objeto de audiência pública em 2010, com nossa participação) e;
2) a apresentação, lá no final da pauta (item 16) da Avaliação Ambiental Integrada (AAI) da bacia do Rio Tijuco pela Alupar. É o estudo solicitado pelas entidades ambientalistas, comitê de bacia e universidade quanto à proposta de 13 PCH's para o mesmo rio.

Pauta da 77ª Reunião Ordinária da Unidade Regional Colegiada Triângulo
Mineiro e Alto Paranaíba do Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM

Data: 13 de maio de 2011, às 09:00 horas.

Local: FIEMG – Av. Rondon Pacheco, 2100, Vigilato Pereira - Uberlândia/MG.

1. Execução do Hino Nacional Brasileiro.
2. Abertura pelo Secretário de Estado Adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Presidente da URC/COPAM Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Dr. Augusto Henrique Lio Horta.
3. Comunicado dos Conselheiros.
4. Exame da Ata da 76ª RO de 15/04/2011.
5. Processo Administrativo para exame de Licença Prévia concomitante com Licença de Instalação “Ampliação” - “Concedida Ad Referendum”:
5.1 Companhia Energética de Açúcar e Álcool Vale do Tijuco Ltda. - Destilação de álcool, fabricação de açúcar e fabricação de energia termoelétrica - Uberaba/MG - Classe 6 - PA/Nº 02327/2007/004/2010
- Apresentação: SUPRAM TMAP - RETORNO DE VISTAS dos Conselheiros Thaianne Resende Henriques representante da OPA e Rui Gomes Nogueira Ramos representante da FIEMG.

6. Processo Administrativo para exame de Licença de Operação Corretiva – “Concedida Ad Referendum”:
6.1 Estação de Tratamento de Água Sucupira - ETA Sucupira - Tratamento de água para abastecimento público - Uberlândia/MG - Classe 4 - PA/Nº 20273/2009/001/2010 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
7. Processo Administrativo para exame de Licença Prévia concomitante com Licença de Instalação – “Ampliação”:
7.1 Companhia Energética Vale do São Simão - Destilação de álcool, fabricação e refinação de açúcar e produção de energia termoelétrica - Santa Vitória/MG - Classe 6 - PA/Nº 04978/2007/006/2010 - Apresentação:
SUPRAM TMAP.
8. Processo Administrativo para exame de Licença de Instalação Corretiva:
8.1 Monjolo Energia Ltda., Barragem de geração de energia hidrelétrica - Uberaba/MG - Classe 3 – PA/Nº 12227/2009/001/2009 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
9. Processo Administrativo para exame de Licença de Instalação Corretiva – “Ampliação”:
9.1 Sadia S/A. - Processamento de subprodutos de origem animal para a produção de sebo, óleos e farinha - Uberlândia/MG - Classe 5 - PA/Nº 00270/1990/014/2011 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
10. Processos Administrativos para exame de Licença de Operação Corretiva:
10.1 Fernando Nogues Beloni - Horticultura, culturas anuais, beneficiamento primário de produtos agrícolas, barragem de irrigação ou perenização para agricultura, cafeicultura, silvicultura, armazenamento
de produtos agrotóxicos e armazenamento de combustíveis - Patrocínio/ MG - Classe 3 – PA/Nº 05982/2010/001/2010 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
10.2 Hertz Adão de Oliveira Brito / Fazenda Folhados - Suinocultura (crescimento e terminação) cafeicultura, citricultura e silvicultura, Patrocínio/MG - Classe 3 – PA/Nº 18414/2008/001/2010 - Apresentação:
SUPRAM TMAP.
11. Processos Administrativos para exame de Licença de Operação Corretiva – “Ampliação”:
11.1 Sadia S/A – Granja D – Incubatório Diamante - Avicultura de postura, suinocultura (ciclo completo), incubatório e silvicultura - Uberlândia/ MG - Classe 5 – PA/Nº 03554/2009/002/2009 - Apresentação:
SUPRAM TMAP.
11.2 Sadia S/A – Granja E – Incubatório Jaraguá - Avicultura de postura, suinocultura (unidade de produção de leitões), incubatório e silvicultura - Uberlândia/MG - Classe 5 – PA/Nº 03550/2009/002/2009
- Apresentação: SUPRAM TMAP.
12. Processos Administrativos para exame de Revalidação de Licença de Operação:
12.1 PAESAN – Pavimentação Engenharia e Saneamento Ltda. - Usina de produção de concreto asfáltico - Patos de Minas/MG - Classe 5 – PA/ Nº 01408/2002/002/2010 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
12.2 Morum José Lopes Bernardino / Fazenda Santa Mônica - Culturas anuais, suinocultura (unidade de produção de leitões), bovinocultura de corte, silvicultura e cafeicultura - Uberlãndia/MG - Classe 5 – PA/Nº 04615/2004/002/2010 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
12.3 Alexandre Fonseca Márquez / Fazenda Babilônia - Suinocultura (crescimento e terminação) e bovinocultura de corte - Uberlândia/MG – Classe 3 – PA/Nº 90179/2004/003/2010 - Apresentação: SUPRAM
TMAP.
12.4 Sadia S/A – Granja D – Incubatório Diamante - Avicultura de postura, suinocultura (ciclo completo), incubatório e silvicultura - Uberlândia/ MG - Classe 5 – PA/Nº 03554/2009/001/2009 - Apresentação:
SUPRAM TMAP.
12.5 Sadia S/A – Granja E – Incubatório Jaraguá, Avicultura de postura, suinocultura (unidade de produção de leitões), incubatório e silvicultura - Uberlândia/MG - Classe 3 – PA/Nº 03550/2009/001/2009 - Apresentação:
SUPRAM TMAP.
13. Processo Administrativo para exame de Prorrogação de Prazo de Validade da Licença Prévia:
13.1 Giacampos Diamond Ltda. - Lavra em aluvião exceto areia e cascalho, Patos de Minas/MG, Classe 3 – PA/Nº 01373/2002/004/2005 DNPM nº. 837856/1994 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
14. Processo Administrativo para exame de Prorrogação de Prazo de Validade, Alteração e Inclusão de Condicionante da Licença de Instalação:
14.1 Usina Araguari Ltda. - Destilação de álcool e produção de energia termoelétrica - Araguari/MG - Classe 5 – PA/Nº 00155/2005/004/2010 - Apresentação: SUPRAM TMAP.
15. Processo Administrativo para exame de Prorrogação de Prazo de Condicionante da Licença de Operação Corretiva:
15.1 SEARA Alimentos S.A. (Ex. Da Granja Agroindustrial Ltda.) - Formulação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais - Uberaba/MG - Classe 4 – PA/Nº 23304/2005/001/2009 - Apresentação:
SUPRAM TMAP.
16. Avaliação Ambiental Integrada da Bacia do Rio Tijuco/MG – Apresentação e discussão: ALUPAR.
17. Assuntos gerais.
18. Encerramento.

(a) Augusto Henrique Lio Horta. Secretário de Estado Adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Presidente da URC/COPAM Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.